A política da reitoria de restrição ao espaço público não vem de hoje. Em 2002 todo o campus foi cercado impedindo a livre circulação da população pela universidade. A venda de cerveja foi proibida em 2004 – mas não se enganem, nas confraternizações realizadas pelas diretorias de instituto e pela reitoria o consumo de álcool é permitido. A colocação de câmeras e catracas foi mais um passo neste sentido. E agora, vem sendo cada vez mais recorrente a exigência de depoimentos e abertura de sindicâncias contra os estudantes que se organizam.
Ao longo dos anos, estas mudanças que cerceiam nossa liberdade e democracia começam a ser vistas com naturalidade, como se as cercas e as câmeras sempre estivessem lá. Não podemos permitir que o lugar dos debates, assembléias, festivais, arte e festa seja tomado por bancos e salas de empresas privadas. Não podemos nos adaptar a essa transformação do espaço de livre criação e debate político da universidade em um modelo mercantilizado, de passagem dos estudantes das suas casas para a sala de aula.
A restrição do espaço público e da auto-organização dos estudantes está a serviço de um modelo de universidade voltada para os interesses do capital, seja via incentivo às pesquisas de empresas, as Parceria-Público-Privada, o desmonte do tripé pesquisa-ensino-extensão e da universidade pública.
Por isso, a realização do IFCHSTOCK dentro do campus não é apenas um festival de bandas e apresentações, mas também uma atividade que resgata o espírito de uma universidade de fato pública e democrática.
Nós, do CACH, manifestamos nosso incondicional a apoio organizativo e político ao IFCHSTOCK e queremos frisar que é fundamental nos mantermos organizados para resistir a qualquer ataque e punição ao nosso evento-ato.
CACH – CENTRO ACADÊMICO DE CIENCIAS HUMANAS
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